"A simplicidade é o último grau de sofisticação."
— Leonardo da Vinci
NA EDIÇÃO DE HOJE
🔬 A estratégia da 3R Ribersolo para crescer 30% ao ano expandindo diagnósticos no campo
💻 TOTVS consolida liderança na bioenergia com ecossistema em nuvem do campo ao backoffice
🌱 Após aporte de R$ 25 milhões, Synkka inicia vendas e projeta R$ 300 milhões até 2030
🌾 Escalada de tensões no Mar Negro impulsiona alta nos preços internacionais do trigo
🥩 UE mantém firmeza sobre exigências sanitárias e veto à carne brasileira a partir de setembro
🌱 Syngenta lança produto inédito no Brasil e mira liderança do setor
🍞 M. Dias Branco lança marca Gran Farelo e transforma subproduto do trigo em nova vertical de negócios
INOVAÇÃO E SUSTENTABILIDADE
🌱 Syngenta lança produto inédito no Brasil e mira liderança do setor
A Syngenta lançou no Brasil o Avakitt Neo, um produto biológico inédito formulado à base de fungos micorrízicos, voltado ao aumento da capacidade de absorção de água e nutrientes pelas raízes de lavouras como soja, milho, cereais e girassol. O insumo foi desenvolvido em parceria com a agtech israelense GroundWork BioAg, que será responsável pela fabricação, enquanto a multinacional comercializará o produto sob marca própria na América Latina e Europa.
O produto deve ser aplicado no solo antes do plantio para atuar no desenvolvimento inicial do enraizamento. Em testes de campo realizados no Brasil, o biológico proporcionou um ganho de produtividade superior a cinco sacas de soja por hectare. O faturamento começará em agosto com volume limitado para a safra de verão, antecedendo o lançamento de um novo insumo "dois em um" (fixador de nitrogênio e solubilizador de fósforo) previsto para o segundo semestre. O movimento faz parte da meta da Syngenta de lançar ao menos três produtos biológicos por ano para alcançar a liderança desse mercado no país nos próximos cinco anos.
Saiba mais em: The AgriBiz
MERCADO E INVESTIMENTOS
🍞 M. Dias Branco lança marca Gran Farelo e transforma subproduto do trigo em nova vertical de negócios
A gigante de alimentos M. Dias Branco estruturou uma nova unidade de negócios focada no mercado de nutrição animal para monetizar de forma direta os subprodutos do processamento de trigo. A estratégia se materializa com o lançamento da marca Gran Farelo, voltada ao atendimento da demanda de insumos para bovinos, suínos, aves e equinos, abrangendo desde grandes confinamentos e fábricas de ração até pecuaristas e produtores locais.
A companhia processa anualmente cerca de 1 milhão de toneladas de trigo — do qual aproximadamente 22% do volume total resulta em farelo de trigo durante a moagem. Anteriormente comercializado de forma pulverizada e sem marca própria, o insumo passa a ser posicionado estrategicamente com nova embalagem protetora e agregação de valor comercial. A operação se apoiará na infraestrutura da empresa, utilizando 7 moinhos e 25 centros de distribuição espalhados pelo país para maximizar o aproveitamento integral da matéria-prima e capturar margens operacionais adicionais.
Saiba mais em: AgFeed
🌱 Insumos Agrícolas: Após aporte de R$ 25 milhões, Synkka inicia vendas e projeta R$ 300 milhões até 2030
A fabricante de insumos agrícolas Synkka, fundada pelo engenheiro agronômico Ithamar Prada (ex-ICL e BioWorld) em parceria com os empresários da indústria química Dikka, deu início oficial às suas operações comerciais. O marco ocorre após um investimento inicial de R$ 25 milhões focado no desenvolvimento de mais de 1.200 protótipos de produtos e na construção de uma fábrica em Franca (SP) com capacidade inicial para 4 milhões de litros líquidos por ano.
A empresa estreia no mercado com 11 soluções autorais voltadas à nutrição foliar, via solo, tratamento de sementes, adjuvantes e um protetor solar para mitigação de estresse térmico nas plantas. Focada inicialmente nas culturas de soja, milho, café e cana-de-açúcar em SP, MG, GO e MT, a Synkka projeta faturar R$ 10 milhões na safra 2026/27 (atendendo 100 produtores e 50 mil hectares) e traça uma meta arrojada de alcançar 1 milhão de hectares e R$ 300 milhões em receita até 2030.
Saiba mais em: AgFeed
💻 TOTVS consolida liderança na bioenergia com ecossistema em nuvem do campo ao backoffice
A TOTVS reforçou sua posição de liderança tecnológica no setor sucroenergético, alcançando 55% de market share e presença em 9 dos 10 maiores grupos produtores do Brasil. O avanço é impulsionado pelo TOTVS Agro Bioenergia, plataforma que integra a gestão agrícola, industrial, logística e financeira em uma única infraestrutura baseada em nuvem (PaaS).
A ferramenta conecta o planejamento de plantio no campo (operando de forma offline e nativamente integrada com inteligência agrogeográfica em mapas interativos) aos controles laboratoriais, de frota e industriais na usina. Cases recentes de clientes — como a ALD Bioenergia (etanol de milho) e a Usina São Domingos — demonstram ganhos de até 15% na redução de custos operacionais e papéis, ganho em compliance e visibilidade unificada de indicadores corporativos em tempo real para tomada de decisão acelerada.
Saiba mais em: AgFeed / TOTVS
🔬 A estratégia da 3R Ribersolo para crescer 30% ao ano expandindo diagnósticos no campo
A laboratorial e consultoria agropecuária 3R Ribersolo traçou um plano de expansão sustentada com meta de crescer 30% ao ano, ancorada na diversificação e no aprofundamento das análises agronômicas. Historicamente focada em análises físicas e químicas de solo, a empresa vem ampliando sua atuação para diagnósticos microbiológicos, análise foliar, controle de nematóides e testes de bioinsumos e fertilizantes de precisão.
O modelo de negócios busca transformar dados laboratoriais em recomendações táticas de manejo que melhorem a saúde do solo e reduzam desperdícios de fertilizantes químicos. Com investimentos em automação de análises e aumento de capacidade do seu parque laboratorial em Ribeirão Preto (SP), a empresa atende produtores e grandes grupos dos setores sucroenergético, de grãos e citrus, respondendo à demanda crescente do agronegócio por agricultura regenerativa e tomada de decisão baseada em inteligência de dados.
Saiba mais em: AgFeed
LOGÍSTICA E COMÉRCIO EXTERIOR
🥩 UE mantém firmeza sobre exigências sanitárias e veto à carne brasileira a partir de setembro
O embaixador da Irlanda no Brasil, Martin Gallagher — diplomata do país que ocupa a presidência rotativa do Conselho da União Europeia —, declarou em entrevista ao g1 que o bloco europeu não flexibilizará os padrões sanitários exigidos para a importação de proteínas de origem animal. A declaração reforça a decisão oficializada em junho que excluiu o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes bovina, de frango e de cavalo, além de pescados e mel para a Europa a partir de 3 de setembro de 2026, devido ao descumprimento das normas comunitárias sobre o controle e rastreio de antimicrobianos na criação animal.
De acordo com o embaixador, as exigências regulatórias são conhecidas e debatidas há anos e a exclusão decorreu de um parecer estritamente técnico do comitê europeu, o qual manteve autorizados apenas os países vizinhos da América do Sul que comprovaram total adequação. Por outro lado, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) sinalizou que o ciclo longo da pecuária nacional demanda cerca de 30 meses para uma adaptação estrutural, tornando praticamente inevitável a suspensão dos embarques em setembro. Embora Gallagher tenha enfatizado que a Comissão Europeia mantém o diálogo aberto com o governo brasileiro para a construção de mecanismos aceitáveis de certificação, ele deixou claro que o bloco não rebaixará suas exigências e que a responsabilidade de implantar e comprovar as garantias sanitárias é exclusivamente do lado brasileiro.
Saiba mais em: G1 Agronegócios
COTAÇÕES
🌾 Escalada de tensões no Mar Negro impulsiona alta nos preços internacionais do trigo
As cotações do trigo registraram expressiva valorização nas bolsas de mercadorias internacionais (como a Bolsa de Chicago - CBOT), impulsionadas pela nova escalada de conflitos entre Rússia e Ucrânia na região do Mar Negro e no Mar de Azov. A intensificação dos ataques e ameaças diretas às rotas marítimas de escoamento acenderam o alerta global sobre a oferta e a logística de exportação do cereal, visto que a Rússia figura como o maior exportador mundial do produto e a Ucrânia entre os principais fornecedores globais.
Com o mercado futuro reagindo à possibilidade de interrupções de navegação e aumento das tarifas de frete e seguro marítimo, o movimento de alta repercute nos custos de importação em diversos países. No Brasil, embora a Argentina seja a principal fornecedora do cereal via Mercosul, a valorização das cotações em Chicago eleva a paridade de importação e tende a impactar as margens da indústria moageira, além de servir como um indicador de preço atrativo para os produtores brasileiros em fase de comercialização da safra nacional.
Saiba mais em: Globo Rural
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Nathalia Schrnoveber - Conteúdo na Rural


