"A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original." — Albert Einstein

NA EDIÇÃO DE HOJE

💡 Brasil destinará US$ 2 bilhões para impulsionar a inovação no agronegócio
🐷 Primato capta R$ 150 milhões via FIDC para expandir avicultura e suinocultura no Paraná
⛽ Cotação do etanol em SP cai mais de 2,5% em semana de fortes vendas
🌱 Agroallianz mira faturamento de R$ 1 bilhão e busca novo sócio estratégico
🌱 Massari Fértil dobra capacidade e traça rota para faturar R$ 1 bilhão
🥩 Certificação socioambiental é pré-requisito para carne bovina brasileira acessar o mercado da Coreia do Sul, aponta ApexBrasil
☕Colheita no Cerrado Mineiro atinge 60%, mas maturação irregular desafia oferta de cafés especiais
🌱 Estudo propõe protocolo único para integrar monitoramento da soja e da carne no Brasil
INOVAÇÃO E SUSTENTABILIDADE

💡 Brasil destinará US$ 2 bilhões para impulsionar a inovação no agronegócio

O governo brasileiro anunciou a destinação de US$ 2 bilhões em investimentos voltados para alavancar a inovação e a modernização tecnológica no setor agropecuário. Os recursos serão direcionados para o financiamento de pesquisas, fomento a agtechs, automação do campo, transição sustentável e desenvolvimento de tecnologias aplicadas à produtividade agrícola.

A iniciativa visa fortalecer a competitividade do agronegócio nacional frente aos desafios climáticos e às exigências do mercado global por uma produção mais sustentável e eficiente. O aporte reforça o papel estratégico da pesquisa e da transformação digital como motores de crescimento socioeconômico e preservação ambiental no país.

Saiba mais em: Brasil 247

🌱 Estudo propõe protocolo único para integrar monitoramento da soja e da carne no Brasil

Um estudo inédito liderado pelo WRI Brasil (World Resources Institute) defende a unificação das ferramentas de monitoramento socioambiental das cadeias de rastreabilidade de soja e carne bovina no país. A análise apontou que, embora o Brasil possua tecnologia avançada e dados oficiais robustos para comprovar a produção sustentável, a existência de pelo menos 21 iniciativas e certificações isoladas cria ruídos, eleva custos operacionais e gera desconfiança junto a investidores e compradores internacionais.

A proposta sugere a integração dessas bases em um protocolo nacional harmonizado — sem a necessidade de criar novas legislações —, estabelecendo a propriedade rural como unidade padrão de controle e avançando na rastreabilidade dos fornecedores indiretos. O objetivo central é padronizar os critérios de conformidade e datas de corte contra o desmatamento, fortalecendo a reputação do agronegócio brasileiro frente às exigências de grandes mercados globais, como a União Europeia (EUDR) e a China.

Saiba mais em: Globo Rural

MERCADO E INVESTIMENTOS

🌱 Agroallianz mira faturamento de R$ 1 bilhão e busca novo sócio estratégico

A Agroallianz — joint venture de comercialização de insumos formada pela multinacional alemã DVA Group (85%) e pela cooperativa paulista Coopercitrus (15%) — traçou como meta alcançar um faturamento anual de R$ 1 bilhão em três anos. Para apoiar esse ciclo de expansão e prever um crescimento de 25% na receita para 2026, a empresa busca um novo parceiro estratégico que ajude a expandir sua presença geográfica para regiões fora do eixo de atuação da Coopercitrus, como o Sul do Brasil.

O modelo de negócios da companhia aposta em defensivos pós-patente (genéricos) diferenciados por misturas inovadoras desenvolvidas em laboratório — formuladas para evitar problemas de incompatibilidade no tanque do pulverizador e combater plantas daninhas resistentes —, além de bioestimulantes contra o estresse térmico, adjuvantes e nutrição vegetal para culturas como cana-de-açúcar, grãos, café, citros e hortifrúti.

Saiba mais em: AgFeed

🐷 Primato capta R$ 150 milhões via FIDC para expandir avicultura e suinocultura no Paraná

A cooperativa paranaense Primato, sediada em Toledo (PR), captou R$ 150 milhões por meio de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) para financiar a expansão da produção de aves e suínos de seus cooperados. A operação foi estruturada com a consultoria Zera.AG em parceria com a gestora da XP Investimentos e contou com o aporte de recursos subsidiados da Fomento Paraná, permitindo oferecer crédito aos produtores com juros competitivos de 9% ao ano e prazo de até dez anos (com dois anos de carência).

Os recursos serão destinados ao financiamento da modernização e ampliação das instalações dos produtores integrados nas regiões oeste e sudoeste do Paraná, abrangendo a compra de equipamentos, automação de aviários e construção de novos galpões e Unidades Produtoras de Desmamados (UPDs). Com o aporte, a Primato projeta expandir sua capacidade de produção em mais de 20%, fortalecendo sua trajetória de crescimento que prevê alcançar um faturamento de R$ 2,6 bilhões.

Saiba mais em: The AgriBiz

🌱 Massari Fértil dobra capacidade e traça rota para faturar R$ 1 bilhão

Na contramão de grande parte das indústrias do setor de fertilizantes que vêm contendo investimentos, a Massari Fértil dobrou sua capacidade de produção de fosfato natural reativo após concluir a fusão com a Morro Verde. A capacidade produtiva na unidade de Pratápolis (MG) saltou de 500 mil para 1 milhão de toneladas ao ano, com investimentos de mais de R$ 40 milhões em infraestrutura e novas tecnologias de moagem, mirandos ultrapassar 1,5 milhão de toneladas em breve.

Com a união, a companhia juntou suas mais de 500 formulações aprovadas no MAPA à jazida da Morro Verde — que conta com mais de 100 milhões de toneladas de reservas ricas em fósforo, calcário dolomítico, silicato de magnésio e potássio. Liderada pelo CEO Sergio Saurin, a empresa aposta na tecnologia de micronização (partículas de 325 mesh) para corrigir o solo em profundidade, liberando nutrientes acumulados e reduzindo a dependência brasileira das importações de insumos, projetando alcançar R$ 1 bilhão em receita nos próximos três anos.

Saiba mais em: AgFeed

LOGÍSTICA E COMÉRCIO EXTERIOR

🥩 Certificação socioambiental é pré-requisito para carne bovina brasileira acessar o mercado da Coreia do Sul, aponta ApexBrasil

A obtenção de certificações sanitárias e socioambientais de rastreabilidade é a principal exigência para que a carne bovina brasileira conquiste abertura de mercado na Coreia do Sul, um dos destinos importadores mais rentáveis e exigentes do mundo. A análise da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) destaca que o consumidor e as autoridades sul-coreanas priorizam rígidos padrões de qualidade, controle de origem e garantias contra o desmatamento.

O país asiático figura entre os maiores importadores globais de proteína animal, mas impõe elevadas barreiras de entrada. Para além do status sanitário de zona livre de febre aftosa sem vacinação, o posicionamento do Brasil como fornecedor sustentável e transparente na cadeia produtiva é visto como um passo definitivo para diversificar as exportações brasileiras na Ásia e reduzir a dependência de mercados consolidados.

Saiba mais em: CNN Brasil

COTAÇÕES

⛽ Cotação do etanol em SP cai mais de 2,5% em semana de fortes vendas

Os preços médios do etanol hidratado e anidro registrados pelas usinas paulistas recuaram mais de 2,5% no final de julho, atingindo os menores patamares nominais da safra 2026/27, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). O indicador do biocombustível hidratado caiu 2,68%, cotado a R$ 2,0764 por litro, enquanto o anidro recuou 2,6%, ficando em R$ 2,3786 por litro.

O recuo nas cotações ocorreu paralelamente a um forte aumento no volume negociado pelas usinas — que saltou 76,6% ante a semana anterior —, registrando a segunda maior movimentação de vendas da atual temporada. O movimento é impulsionado pelo pico de moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul brasileiro e pela crescente oferta do etanol de milho, somados à postura compradora pontual de distribuidoras e a um crescimento moderado na demanda dos postos de combustíveis.

Saiba mais em: Forbes Brasil

DE OLHO NO CAMPO

☕Colheita no Cerrado Mineiro atinge 60%, mas maturação irregular desafia oferta de cafés especiais

A colheita de café arábica na região do Cerrado Mineiro alcançou 60% da área projetada para a safra 2026/27, de acordo com dados da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer). Embora os trabalhos no campo sigam em ritmo satisfatório para recuperar o atraso inicial e devam ser concluídos dentro da janela ideal (até o início de setembro), a maturação desuniforme dos frutos desponta como o principal gargalo operacional da temporada.

O ciclo atual é marcado por uma predominância de grãos nos estágios "passa" e "seco", além de um percentual de grãos verdes acima da média histórica. Essa menor disponibilidade de frutos no estágio cereja limita o processamento via cereja descascado, exigindo maior rigor na catação (cujo índice se mantém acima de 15%) e podendo restringir a oferta de lotes de café de alta qualidade e maior valor agregado no mercado internacional.

Saiba mais em: CNN Brasil

📖 Conteúdos que valem o seu tempo:

  • Artigo: Rastreabilidade no agro: por que a transparência virou requisito para competir

  • Podcast: #RT178: Remoção de carbono: o pó de rocha e a agricultura regenerativa

Amanhã cedo tem mais! De segunda a sexta, com você no ritmo do agro,
Nathalia Schrnoveber - Conteúdo na Rural

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