"A única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz."
— Steve Jobs
NA EDIÇÃO DE HOJE
🌱Criada por gigantes do setor, Tello escala operação de fertilizantes e mira R$ 900 milhões em receita
🌾 Faturamento do setor de Cooperativismo cresce 11,2% em 2025 e atinge R$ 487,3 bilhões
🚜 Lucro da AGCO despenca 84% no 2º trimestre com retração severa na América Latina e no Brasil
⚡ Tecnologia & Maquinário: Cummins reforça presença no agro com foco em geradores e integração de motores para máquinas agrícolas
🌱 Grãos & Gestão de Custos: Produtores de soja reduzem investimentos e adotam postura cautelosa para a safra 2026/27
🌾 Importação de trigo deve atingir recorde, mas qualidade dos grãos é o principal desafio das indústrias
📉 Distribuidores & Recuperação Judicial: Agrogalaxy adia novamente a divulgação de seus resultados financeiros
🌱 São Paulo inicia Vazio Sanitário do algodão para combater o bicudo-do-algodoeiro
MERCADO E INVESTIMENTOS
📉 Distribuidores & Recuperação Judicial: Agrogalaxy adia novamente a divulgação de seus resultados financeiros
Em meio ao complexo processo de recuperação judicial, a Agrogalaxy comunicou ao mercado o adiamento da divulgação do seu balanço e demonstrações financeiras relativas aos trimestres mais recentes. A varejista de insumos agrícolas atribui a prorrogação do cronograma à necessidade de conclusão dos trabalhos de auditoria e à adequação das projeções operacionais diante do plano de reestruturação de dívidas.
A empresa — uma das maiores redes de distribuição de insumos e originação de grãos do país — enfrenta severa crise de liquidez provocada pelo aumento do endividamento, inadimplência de produtores e pela queda na margem de comercialização de fertilizantes e defensivos nos últimos anos. O adiamento reflete o momento delicado das negociações com credores, fornecedores e investidores para a viabilização operacional do grupo.
Saiba mais em: Globo Rural
🌱Criada por gigantes do setor, Tello escala operação de fertilizantes e mira R$ 900 milhões em receita
A Tello, empresa de nutrição vegetal e fertilizantes especiais fruto da união estratégica entre grandes grupos do agronegócio, está acelerando a expansão de suas operações no mercado brasileiro e colocou R$ 900 milhões em faturamento como meta em seu radar de crescimento. A companhia aposta em um modelo de escala industrial combinado com soluções de alta eficiência nutricional e bioestimulantes para se consolidar entre os grandes players de insumos no país.
Apresentando sua estrutura e portfólio durante os eventos da safra, a Tello busca atender a demanda por tecnologias que aumentem o teto produtivo de culturas como soja, milho, café e cana-de-açúcar. A estratégia inclui a ampliação da capacidade fabril, investimento em distribuição regional e parcerias com cooperativas e revendas estratégicas para ganhar participação de mercado frente aos desafios de custos e eficiência no campo.
Saiba mais em: AgFeed
🌾 Faturamento do setor de Cooperativismo cresce 11,2% em 2025 e atinge R$ 487,3 bilhões
As cooperativas agropecuárias brasileiras retomaram o ritmo de expansão acelerada em 2025, alcançando um faturamento consolidado de R$ 487,3 bilhões em ingressos. O resultado representa uma alta de 11,2% na comparação com o ano anterior (R$ 438,3 bilhões) — um salto expressivo em relação ao crescimento tímido de 1,9% registrado em 2024 —, segundo levantamento do Sistema OCB.
O desempenho do setor foi impulsionado pela recuperação dos preços de commodities relevantes (como café, aves e suínos), pela diversificação dos negócios e pelo aumento na comercialização de insumos agrícolas junto à base de cooperados. A paranaense Coamo (R$ 28,7 bilhões) e a catarinense Aurora Coop (R$ 26,9 bilhões) lideraram o ranking de receita, reafirmando o papel central das cooperativas no ganho de eficiência, agregação de valor e estabilidade da produção rural no país.
Saiba mais em: AgFeed
🚜 Lucro da AGCO despenca 84% no 2º trimestre com retração severa na América Latina e no Brasil
A fabricante de máquinas agrícolas AGCO — dona de marcas como Massey Ferguson, Fendt e Valtra — reportou uma queda de 84% em seu lucro líquido ajustado no segundo trimestre de 2026, que somou US$ 47,8 milhões (contra US$ 298,2 milhões no mesmo período de 2025). As vendas líquidas globais da multinacional recuaram 18,3%, atingindo US$ 2,65 bilhões, em um reflexo direto da desaceleração nas compras de tratores e colheitadeiras por parte dos produtores rurais.
O desempenho no mercado da América Latina foi o principal destaque negativo do balanço financeiro, registrando um tombo de 38,7% nas vendas líquidas (US$ 246,8 milhões). No Brasil, em particular, a demanda contida pela menor rentabilidade do produtor e os atrasos nos aportes de crédito rural pressionaram fortemente o volume de entregas e as margens operacionais da companhia, levando a AGCO a ajustar suas projeções Globais (guidance) para o fechamento do ano.
Saiba mais em: AgFeed
⚡ Tecnologia & Maquinário: Cummins reforça presença no agro com foco em geradores e integração de motores para máquinas agrícolas
A multinacional Cummins traçou uma estratégia para ampliar sua atuação no agronegócio brasileiro ao conectar dois pilares de seu portfólio: o fornecimento de motores industriais para fabricantes de tratores e colheitadeiras e a venda de grupos geradores de energia para propriedades e indústrias do setor. A empresa aposta na crescente demanda por segurança energética no campo — necessária para irrigação, pivôs centrais, confinamentos e infraestrutura de pós-colheita — para alavancar seus negócios.
Com a transição energética no radar, a companhia também desenvolve soluções com combustíveis alternativos (como biodiesel, biogás e gás natural) e sistemas híbridos para atender à demanda de produtores rurais e agroindústrias que buscam reduzir emissões de carbono e garantir autonomia operacional diante da instabilidade da rede elétrica em regiões afastadas.
Saiba mais em: AgFeed
LOGÍSTICA E COMÉRCIO EXTERIOR
🌾 Importação de trigo deve atingir recorde, mas qualidade dos grãos é o principal desafio das indústrias
O Brasil caminha para registrar um volume recorde nas importações de trigo, impulsionado pela necessidade de abastecer a indústria moinho-panificadora nacional. No entanto, a principal preocupação dos moinhos e analistas de mercado ultrapassa a questão da quantidade estocada e concentra-se na qualidade do cereal disponível, crucial para atender aos padrões exigidos pela fabricação de pães, massas e biscoitos.
Fatores climáticos adversos nas regiões produtoras do Sul do país afetaram o teor de proteína e o PH (peso do hectolitro) de parcela significativa da safra nacional recente, destinando grande volume apenas para ração animal. Diante disso, o setor moageiro busca no mercado externo — sobretudo na Argentina e em fornecedores fora do Mercosul — lotes de trigo com força de glúten e especificação técnica adequadas, enfrentando custos logísticos e cambiais para garantir o padrão final do produto no varejo.
Saiba mais em: CNN Brasil
DE OLHO NO CAMPO
🌱 São Paulo inicia Vazio Sanitário do algodão para combater o bicudo-do-algodoeiro
O Estado de São Paulo inicia a aplicação da medida do Vazio Sanitário para a cultura do algodão, período obrigatório sem a presença de plantas vivas ou restos culturais de algodoeiro no campo. A medida fitossanitária visa interromper o ciclo reprodutivo do Anthonomus grandis (bicudo-do-algodoeiro), a principal praga responsável por perdas econômicas na cotonicultura nacional.
Durante o período fixado pela Defesa Agropecuária, produtores rurais devem eliminar tigueras e plantas voluntárias em suas propriedades. O descumprimento do calendário expõe os agricultores a sanções administrativas e multas, reforçando o compromisso do setor em mitigar o uso intensivo de inseticidas e proteger o teto produtivo da safra seguinte no território paulista.
Saiba mais em: Globo Rural
🌱 Grãos & Gestão de Custos: Produtores de soja reduzem investimentos e adotam postura cautelosa para a safra 2026/27
Diante das margens de rentabilidade mais comprimidas, do elevado custo de capital e da oscilação nos preços internacionais das commodities, os produtores de soja no Brasil estão enxugando os investimentos projetados para o ciclo 2026/27. A tendência reflete uma gestão voltada ao controle rígido de caixa e à mitigação de riscos financeiros antes do início do plantio.
A contenção de despesas atinge principalmente a compra de maquinário e o manejo de fertilizantes e defensivos, com os agricultores priorizando pacotes de insumos mais enxutos, aplicação racional de tecnologia e maior seletividade nas decisões de investimento. O movimento indica uma postura de cautela operacional no campo, focada na preservação da saúde financeira das propriedades rurais.
Saiba mais em: CNN Brasil
📖 Conteúdos que valem o seu tempo:
📺 Agora você pode ver todos os painéis do Rural Summit 2026 na íntegra.
A cada dia, uma nova plenária estará disponível para você acompanhar. Reveja o que já foi liberado do evento:
Amanhã cedo tem mais! De segunda a sexta, com você no ritmo do agro,
Nathalia Schrnoveber - Conteúdo na Rural


